segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Encontro no CENPEC

Foi maravilhoso reencontrar vários amigos educadores e coordenadores no CENPEC hoje, durante o encontro para discussão dos projetos jovens e apreciação do ano de 2012. E talvez por não ter registrado em fotos o dia inesquecível, estou aqui, meio sem palavras e sem inspiração para escrever, ainda que devidamente "vitaminado" pelos abraços, afagos e palavras dos amigos que conquistei ano passado e, ao que tudo indica, permearão meu caminho por anos a fio.
Coordenados pela Rita Carmona, tiramos o dia para fazermos as considerações finais sobre a jornada inusitada que foi o ano de 2012 com os Jovens Urbanos. Sem a bolsa proporcionada pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), e que era custeada pela Prefeitura de São Paulo, organizações, coordenadores e educadores, tiveram que "tirar leite de pedra", para fazer com que os jovens aderissem ao Programa e, mais que isso, dessem continuidade às atividades propostas, dia a dia, mês a mês.
Por incrível que pareça, este problema inédito permitiu que colocássemos em práticas diversas saídas para que o PJU não perdesse tanto em qualidade na produção dos trabalhos (experimentações, atividades, explorações e projetos). Agora podemos reconhecer que se proporcionalmente não tivemos o número de jovens que prevíramos, em compensação os que toparam seguir conosco essa jornada proporcionaram uma viagem de muitas conquistas, recompensas, com uma troca intensa de informações e saberes e, mais ainda, uma disposição envolvente na criação de demandas e oportunidades.
A prova dos nove foi elencarmos hoje os projetos que surgiram, todos propostos pelos irrequietos jovens das zonas sul e leste da capital. Todos eles estão sendo trabalhados para serem entregues até o mês de março, quando o Programa findará esta edição, e, juntos, sopraremos as velinhas do "dever cumprido". Portanto, todos, estufem os peitos e preparem-se para comemorar! Teremos mutias festas nesse início de ano.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Voltamos...Com Música, Revitalicria, Customizart e Diotespissio, foi o dia 08/01/2013 memorável.

Voltamos cedo. Mal esfriou a ceia do ano novo, estávamos na Amarela, dando inicio aos projetos. No face, após postagem da Célia Yamasaki, alguns jovens comentam sua ânisa em voltar e colocar a mão na massa, na roupa, no texto.  80% da turma está aqui. Poucos ainda viajam, repousam, mas prometem volta na semana seguinte. É hora de dar início a tudo. Paredes são preparadas para receber tintas, cenas são encenadas, roupas são customizadas. Há três projetos, mas há apenas uma turma. Os jovens urbanos colaboram entre si e seus interesses perdem o foco indivual e é socializado. Bonito de se ver. Ao final do dia, o dia não termina. Um lanche reforçado, um ventilador que vira microfone de Estudio da década de 40, uma alegria jovem e contagiante percorre o espaço enquanto lá fora chove.
Diabos, esta chuva só pode ser um batismo divino.
E os projetos estão caminhando.
(Claudemir Santos)
 









quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Está sendo assim, mais uma etapa, o final ainda está por vir.


Véspera de festas - a gente já começou

Tudo bem que natal é tempo de confraternização, troca de presentes e abraços. Tudo bem que natal é tudo de bom. Tudo bem que um monte de coisa: o fato é que eu, Escobar, nesse ano ganhei mais que alunos ou educandos, esse ano ganhei mais que salário, ganhei mais que horas de estresse ou de devaneio, ganhei presentes. Tudo bem que vai parecer exercício demagógico isso aqui, vai parecer loas tecidas no calor natalino, vai parecer discurso oficial de festa de formatura.
Sueli Kimura (pres. IPEDESH), entregando o certificado de "jovem urbana" da jovem Aricia
Mas não é nada disso. Isso aqui também é meu diário e confessionário, e se coloco aqui a Coca, a Pudim, o Romero, o Emerson, a Nega, a Edi, o Murilo, a Leylayne, a Paula, o PC, o Lucas, o João Carlos, a Natasha, a Bárbara, o Tadeu, Diego, o Akira, a Mariana, a Jeniffer, a Lichia, as Karens, as Ariadnes, a Amorom, a Gabriela, o Claudemir, a Célia, a Sueli, o Alexandre, a Mariana Vilela, o Punky, todos os outros coordenadores, educadores e assessores que cruzaram meu caminho nesse 2012, é porque eu realmente amei encontrar vocês, amei ter vivido intensamente cada momento, cada troca de energia, de saber, de experiência. É com toda essa bagagem que estou caminhando para 2013, diferente de como estava há 365 dias atrás, pensando e pesando várias possibilidades, sem imaginar que esses 12 meses seguintes seriam tão cruciais, ricos e intensos.
Claudemir "Dark´ney" Santos (educador do PJU-IPEDESH), "diplomando" a jovem Edilaine

Lembro de todas as formações (no CENPEC, na Fund. Tide Setúbal, na Ação Educativa, na Fund. Bienal), todos os encontros, todas as divulgações do PJU em S. Miguel, as explorações que tanto me ajudaram a compreender um pouco mais dessa Sampalândia louca, abstrata e aderente à minha paixão. Lembro da Rio+20, dos passeios ao SESC e ao Clube Itaú, das experimentações ns outras ONGs. Lembro do rosto de vários jovens que chegaram ao programa mas que, por motivos diversos, não ficaram. Lembro dos muito que quiseram mas seus pais não deixaram, a escola não apoiou, a namorada (ou namorado) não quis. Mas lembro, especialmente de vocês todos, que persistiram no mesmo sonho que eu, mais saudável, coerente, consistente, mais "sustentável". E até me lembro de amizades com educandos de outras organizações, meus amigos que semeei e cuja amizade vou colher e desfrutar pelos anos vindouros.
Célia Yamasaki (coordenadora do PJU-IPEDESH), "emocionada"com a Larissa Lorraine, "jovem urbana" de corpo & alma

É por isso que hoje, longe de iniciarmos o "nosso" período natalino ou de despedir-se até o ano que está à porta, hoje, simplesmente, celebramos nossa amizade, intensa e sincera. É por isso que agora, aqui, não há mensagem nem cartãozinho piegas. Aqui ficam grafados - apenas - meu "muito obrigado" e meu "até breve", amigos.
Tim-tim!
A foto "oficial"

Caíque e Natasha trocando o "amigo-chocolate"

Taís e João Carlos, felizes com seus chocolates

Texto de Escobar Franelas
Fotos de Caíque Cirino, Célia Yamasaki e Escobar Franelas

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

De volta ao trabalho: visita do arquiteto e urbanista Eloizio Silva, para o Projeto Revitalicria

Nesta quinta, 06 de dezembro, os jovens do Programa Jovens Urbanos receberam a visita de um novo parceiro, o arquiteto Eloízio Silva Guimarães. Atendendo a uma solicitação de Sueli Kimura, presidente do IPEDESH (organização executora do programa em São Miguel), Eloízio, que também é urbanista, ouviu explicações sobre o projeto Revitalicria por meio de dois de seus proponentes, os jovens Caíque e Leylayne. Depois disso, Eloízio fez diversas sugestões ao projeto, que é de revitalização paisagística na Casa Amarela - Espaço Cultural.
Como um dos focos do Revitalicria é o da  sustentabilidade, ele atentou para detalhes pertinentes ao tema, para que todas atinjam aquilo que o projeto quer executar. Otimização de tempo e recursos, detalhadamento dos interesses reais e foco no resultado foram alguns dos itens abordados pelo arquiteto.

Os projetos jovens dentro do PJU / IPEDESH estão a pleno vapor, em execução. E uma das alternativas pensadas por educadores, coordenação e direção institucional para que os ânimos não arrefecessem foi o de trazer diversos parceiros novos para workshops, palestras e rodas de conversa. Essas trocas de experiêncais têm sido fundamentais para aumentar o repertório cultural dos jovens e aumentar o raio de abrangência de seus projetos.
Foi assim que recebemos as visitas de Mariana Vilela para uma conversa sobre customização de roupas, calçados e acessórios, atendendo uma demanda surgida dentro do projeto Customizart. Na outra semana, foi o jovem Rodrigo Kimura que proferiu uma aula sobre costumes convergentes e divergentes entre Brasil e Japão.
Depois tivemos a conversa com o artista visual Punky Aém da Lenda, que contribuiu com ideias sobre grafites e outras intervenções para o Revitalicria, que ontem foi bisado com a cortesia simpática do Eloízio. 
Em janeiro, com certeza, novas contribuições parceiras vão aparecer por aí.

Texto de Escobar Franelas
Título da matéria e fotos de Célia Yamasaki

NINGUÉM É DE FERRO DEPOIS DA BANCA, CLUBE ITAÚ. SÓ ALEGRIA.



domingo, 2 de dezembro de 2012

Projetos jovens: palestra com Punky - artista plástico

O dia 29  de novembro reservou aos jovens do Programa Jovens Urbanos - IPEDESH, a chance de um encontro inusitado: uma verdadeira aula de história da arte com o artista plástico Duílio Coutinho, mais conhecido como Punky Além da Lenda. O convite para a partcipação dele partiu da Sueli Kimura, presidente do IPEDESH, dentro da proposta de trazer para os jovens, cabeças diversas com diversos saberes.

Dono de um conhecimento peculiar, amplo, vasto e abrangente, conhecedor dos meandros da Paulicéia como poucos, grafiteiro e também artista gráfico, Punky não fugiu das questões complexas que os jovens trouxeram para discussão. Antes, aproveitou a oportunidade e proporcionou a todos uma autêntica aula de história da arte. Discursou com muita veemência sua experiência de vida, bem intensa corajosa e - em determinados momentos - muito perigosa, na periferia da grande metrópole. "Em 1982, participei do 1º festival de música punk no país, O Começo do Fim do Mundo, no Sesc Pompeia, em SP", lembrou. Também contou uma história inusitada e inebriante, de quando em 1987 decidiu dar um rolê pelo Brasil, passando 6 meses circulando pelo país.

Os jovens do programa se mostraram  muito receptivos às histórias, ideias e proposições sugeridas por Punky, principalmente quando ele mostrou-se inovador e conhecedor de conceitos-chave para explicar sua arte. "Nos primórdios, grafite queria dizer o mesmo que pichação", afirmou, antes de arrematar, "arte é expressão, e quando vejo uma pichação, penso que é alguém tentando se expressar."

 
Depois de conversa com a plateia, Punky juntou-se aos jovens Leylayne, Caíque e Larissa para discutir ações pontuais no Projeto Revitalicria - Uma Ação na Casa Amarela. Este projeto jovem, já aprovado em banca no último dia 27, pretende que o espaço aonde este ano acontece a 7º edição do PJU torne-se referência paisagística e de sustentabilidade, dentro dos conceitos assimilados pelos jovens no transcorrer do ano e, principalmente, depois da participação formativa na Rio+20.

Fotos: Celia Yamasaki
Texto: Escobar Franelas